Arquivos Mensais: Junho 2010

Primeiro Corpo ~ A Árvore

Quando abraçares a árvore verás: o amor, a tua vida entrando, tocando o peito, o umbigo, enquanto morres por dentro dos olhos; sem dizeres, sem saberes dizer tudo o que te liga à árvore, mas verás nas mãos: o cerco, … Continuar a ler

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Primeiro Corpo ~ Veios

28.   A luz do farol não pousa leve na mão do faroleiro, arrasta-o intensa e sagazmente para longe no horizonte, escreve-lhe nos olhos a trajectória de um naufrágio.   E na mão não cessa a demência, que instiga indelevelmente … Continuar a ler

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Primeiro Corpo ~ Veios

27. Entre a flecha e o alvo habitam os corvos, as mão que tecem teias, as vozes desnorteadas dos afogados. Por isso, a flecha perscruta no alvo a segura estadia de iluminados olhos.

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Primeiro Corpo ~ Veios

26. O amor desdobra-se no desejo, e no desejo está o mundo em busca da fuga redentora ou do embate trágico, renovando a ânsia do possível. E no interior implodem todas as noites indistintas – redescobertas – palpitando ou eclodindo … Continuar a ler

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Primeiro Corpo ~ Veios

25. Há uma noite contorcida nas mãos dos homens que parecem mortos; e sustem um som estranho a fatalidade: o silêncio das mesas detonando: o último o imoral o corpo, aquele que fica debruçado na radioscopia do medo.

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Primeiro Corpo ~ Veios

24. Há um desvio na margem sem privilégio rindo: Ampelo prosternado nos olhos doentes de Dionísio. Visível, audaz desmembro sageza de borco à beira do real iluminado: passageira ilha, no rosto que cai máscara fechada.

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Primeiro Corpo ~ Veios

23. Há um mundo de alva solidão rodopiando em torno, combatendo amortecendo possibilidade. Revendo em cada fragmento a sua escuridão extenuando o dilema desta terra, de milagre adiado ininteligível.

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