Primeiro Corpo ~ Veios

28.


 
A luz do farol não pousa leve na mão do faroleiro,
arrasta-o intensa e sagazmente para longe no horizonte,
escreve-lhe nos olhos a trajectória de um naufrágio.


 
E na mão não cessa a demência,
que instiga indelevelmente à presença
do raio luminoso que orienta no obscuro nevoeiro


 
a vontade do solitário faroleiro.
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