Aquivos por Autor: chorous

Mapas de Espelho – Para que não inventassem que dizia

para que não inventassem que dizia   Revoltou-se na ferida devolvida no confundir do lençol, com o arrojo da indiferença lançou-se na arena: alucinava; Seduzida na sua fúria rompia vermelha viva a carne, oxidado simula em cada ímpeto a afectação … Continuar a ler

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Mapas de Espelho – Nada se disse – como quase nada

nada se disse – como quase nada   Arrojou-se até ao umbral – nada se disse – arranjou os olhos, preparou-os, incutiu-lhes a apetência, o apetite, a aparência – nada se disse – olhou para o umbral: apartou-se do coração, … Continuar a ler

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Mapas de Espelho – É preciso dizê-lo

é preciso dizê-lo   Uma vez mais a rua abria-se, a cor, essa, condescendia no volteio, durante os olhos estultos alargando a satisfação, a visão, essa deriva rápida a entrar em cada coisa, é preciso dizê-lo; outra vez fez estender … Continuar a ler

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Mapas de Espelho – Dizes, agora, só para ti

dizes, agora, só para ti   Ela detonava os olhos no mármore, dominada atrevia o seu coração a depositar-se nele até um dia perder: a sua revolta e o mármore desaparecer sob a sua noite encastrada à revelia. O calcário … Continuar a ler

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Mapas de Espelho – Como se se dissesse

como se se dissesse   A glória começa e acaba em cada corpo, a inocência alcança o limite da lâmina nos seus destroços, como se se dissesse: moinho de velas em foice nas veias da vontade vã; como se um … Continuar a ler

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Mapas de Espelho – Dizes

dizes   Como se desfaz a respiração nos rostos: alongando ao ébano das máscaras o desperdício, dizes, na evidência há (quando olhas) um ímpeto suicida, desferindo com emoção um dardo lanças na derradeira verdade dos corpos a repetição, dizes; e … Continuar a ler

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Coro

a Maria entrando terra adentro com as suas mãos respirando a força do sol,
a comoção do realizador com a morte e campa da Maria, com as palavras da filha de Maria,
a Maria fixando-se palavra viril – o que é um homem bom? pergunto-te agora? procuro-te
e ficas a pensar na possibilidade do nome das coisas, das tuas coisas quotidianas, tão a jeito e próximas da
tua indiferença,
« o porco-preto é mais difícil de conseguir, corre mais» Continuar a ler

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