Arquivo de etiquetas: Amor

Respigar – O que foi que eu fiz ao dizer

quando não souberes a escuridão
corre por entre o vinho e procura
as suas bagas e depois o sol
e depois sacia, só então, o apelo
do corpo que adormece; Continuar a ler

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Respigar – O que foi que eu fiz querendo o agora

No, no. Yo no pergunto, yo deseo.                                 Lorca   O que foi que eu fiz querendo o agora   iluminado   vais buscar chuva … Continuar a ler

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Mateus 7.6 – XXX

XXX   Brandos e mansos os hálitos misturando-se como um perfume  lânguido ou envenenado, eriçando o revelar dos segredos, no  liame, no amor de realidades distintas, afundando-se na  corrosão desesperada da festividade: a vida.  

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Mateus 7.6 – XXVIII

XXVIII   Exausta da minha solidão, amor, vou olhando para os espelhos,  e furtivo (amor) é o bater de asas das borboletas, quando  morcego te aproximas para um jantar, por entre licores e a  pobre música do acaso.   Uivando, … Continuar a ler

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Mateus 7.6 – XXVII

XXVII   No tempo das buganvílias, amor, as noites segredam os seus  desejos em estivais sorrisos de pálpebras, e os corpos  aproximam-se nos precipícios como se tivessem asas que os  resgatassem na queda.   Mas nos promontórios não há festa … Continuar a ler

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Mateus 7.6 – XXVI

XXVI   Rendo-me, amor, à ausência, fustigando tudo o que em mim  me enraíza a ti – obrigada – sem que milagre algum nesta terra  derrote o desígnio.   Por vezes, amor, sei que não existo dentro das tuas pálpebras  … Continuar a ler

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Mateus 7.6 – XXIV

XXIV   Malograr, amor, é tão excêntrico, neste ser-te. Porque não te  descuidas? Eu que dos meus olhos exclui o mundo para que  possas reflectir a minha sombra segurando-me os ombros,  também me perdi sem contenda na ruptura.   Só … Continuar a ler

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